HENRIQUE BADARÓ

VAMOS RENOVAR!!

sexta-feira, junho 30, 2006

O BRASIL QUER MAIS

O Brasil é um país tem grandes possibilidades e potencialidades. Se Lula chegou à Presidência da República Federativa, você pode ser o que quiser. Você que estudou, se preparou, de dedicou à sua profissão, ao seu trabalho, à sua causa, pode realizar todos os seus objetivos.

Governar o Brasil não é tarefa das mais simples. É um país em desenvolvimento. Complexo. Repleto de carências variadas. Das mais básicas às mais complicadas. Chegar à Presidência da República por si só já representa um grande feito. São poucos que a alcançam. Mas a distancia é grande entre chegar lá e fazer um bom governo.

Não é que Lula é ruim. O presidente é uma pessoa bem intencionada e de grande valor. A questão é que o brasileiro quer mais. Não quer a mediocridade. Não que apenas comida. Brasileiro quer crescer, desenvolver-se, formar patrimônio e competir num mundo globalizado.

Nossa juventude não vai competir apenas internamente. Vai competir globalmente. Esta preparação só vem com muito investimento em educação. Não é o que está acontecendo hoje! Os gastos assistencialistas estão se elevando muito em detrimento dos gastos qualitativos como educação, tecnologia, infra-estrutura e pesquisa e desenvolvimento.

A política puramente assistencialista deve ser emergencial e não um fim em si mesmo. Se quiserem permanecer no atraso, mantenham esta política. Tratem as pessoas como animais, apenas dando-lhes comida. Mas se quiserem mudar, dê-lhes emprego, busque desafios, alimente os sonhos.

Como dar emprego? É só parar de dar dinheiro para banqueiro e aplicadores do mercado financeiro. Faça uma redução de juros radical, elimine gastos superficiais de despesas correntes. Aumente investimentos em infra-estrutura e faça uma drástica redução da carga tributária. Desonere a folha de salários e diminua a burocracia, principalmente para as micro e pequenas empresas. A queda inicial da arrecadação seria compensada pela redução da despesa com juros da dívida.

O Estado brasileiro acabou ficando maior que o próprio país. Ele “sobra” em 8.511.965 km2. Não cabe mais e o custo está muito elevado. A sociedade não agüenta pagar mais. É uma questão de sobrevivência. Mudanças são possíveis com pessoas certas nos lugares certos. Vote certo. Vote consciente para mudarmos os rumos deste país. No rumo atual, estamos em rota de colisão.

(*) Economista, MBA pela University of Saint Thomas – USA – Presidente da Ong Oportunidade

sábado, junho 03, 2006

SERVIÇO DE BORDO

(*) Henrique Badaró

“O turismo é o encontro de todas as competências“[1]. Com um desenvolvimento a passos largos, o turismo brasileiro, sob o comando do “entusiasmado”[2] Ministro Walfrido, vai mostrando sua cara. Com uma receita cambial mundial de US$514,4 bilhões[3], e no Brasil de US$3,3 bilhões[4], este segmento vai se firmando como grande gerador de negócios e emprego e renda. Mas não vamos nos ater às estatística e ir direto ao ponto chave: o maior desafio do administrador público hoje, em qualquer esfera da administração pública (federal, estadual e municipal), é a criação de postos de trabalho. O segmento do turismo é intensivo em emprego de mão-de-obra (não dá pra robô servir cafezinho!) e ao contrário do que parece num primeiro momento, é um setor muito sensível. O que faz o diferencial é o serviço. As questões de infra-estrutura e qualidade são básicas, sem as quais, o empreendimento não prosperará. Entretanto, um serviço mal executado ou um deslize do funcionário, vai espantar aqueles clientes para sempre. E, se aplicarmos aquela máxima do marketing de que: “um cliente satisfeito divulga para mais um e um insatisfeito divulga para mais nove”, constatamos que só com muito profissionalismo poderemos atingir metas audaciosas. O poder público deve dar todo o apoio ao segmento para a superação de obstáculos e dificuldades, (o Brasil participa com apenas 0,59% do fluxo mundial de turistas[5]) com programas de treinamento em todos as etapas da cadeia produtiva do turismo. Desde as aeromoças, passando pelo pessoal dos aeroportos, taxistas, funcionários de hotéis e a população em geral.

Uma das características positivas do turismo é a capacidade de empregar pessoas idosas, muitas vezes discriminadas em outras funções. Isto é muito bom, quando assistimos o aumento significativo destas pessoas precisando trabalhar, seja em função do aumento da expectativa de vida ou da própria crise de empregabilidade.

Um bom programa de turismo requer investimentos maciços. Não é o caso da política brasileira, quando o ministério do turismo tem que pilotar um orçamento reconhecidamente exíguo. Não resolve pois estamos competindo com nações onde o turismo é “estratégia nacional”. Temos que adotar uma política e divulgação agressiva nos quatro cantos do mundo. Uma idéia seria montar uma equipe de jovens treinados e motivados, com ferramentas de multimídia, para sair viajando o mundo pelas universidades, fazendo palestras sobre o Brasil, mostrando nossas lindas paisagens e atrações turísticas a um público jovem e certamente consumidor deste produto, se não imediatamente, mas num futuro próximo.

Outro ponto de fundamental importância é o aumento da segurança pública nos locais de atração turística. Os crimes cometidos contra turistas atuam como verdadeiros destruidores da imagem do país lá fora, afastando muitos turistas em potencial. Esta é uma definição de política estratégica de governo e a sociedade deve apoiar toda iniciativa neste sentido. Afinal de contas, em última instância, é o nosso dinheiro que estão investindo lá.

Existem muitas idéias e muitos projetos. Mas é preciso pô-los em prática, agir. Uma ação que é um bom exemplo disso, e caminha na direção de organização da classe, buscando profissionalismo, capacitação e movimentação do setor foi a inauguração da sede do BH Convention & Visitors Bureau, sob a batuta de sua eficiente presidente Érica Campos Drumond e com o apoio de todas as entidades e pessoas ligadas ao turismo, dentre elas o titular da pasta do Ministério do Turismo, a Secretaria de Turismo de Minas Gerais e o Vice-Prefeito Ronaldo Vasconcellos. Estive na inauguração em companhia do meu fraterno amigo André Simoni (Pantheon Engenharia) e na chegada aconteceu conosco um fato inusitado: subíamos no elevador com a dupla de garçons irmãos, Ernando e Ernane Campras, que carregavam em suas bandejas um suculento espumante. Qual não foi nossa surpresa, quando, contagiados pelo clima de alto astral que reinava, gentilmente, ofereceram nos uma taça num verdadeiro “serviço de bordo”. Sorvemos-la prazerosamente.

(*) Economista – MBA – University of Saint Thomas – Houston Texas - USA
[1] O autor
[2] Entusiasmo = palavra grega que quer dizer Deus dentro de você!
[3] Organização Mundial do turismo (OMT) - 2003
[4] idem
[5] idem

TOLERÂNCIA ZERO, VIGILÂNCIA 100%

(*) Henrique Prado Badaró

Em 1993 quando foi eleito Prefeito de Nova York, Rudolph W. Giuliani implementou o mais famoso e eficaz programa de combate à violência urbana denominado “tolerância zero”. Ao criar um sistema informatizado de acompanhamento estatístico dos crimes e dando mais poder aos Delegados espalhados pelas várias delegacias da cidade, para tomar decisões rápidas e utilizarem as mais modernas técnicas de combate à violência, o alcaide conseguiu reduzir, na sua gestão, os crimes de maneira geral em 57%, sendo que homicídios caíram 65%.

O acompanhamento semanal das estatísticas permitiu ao comando da Polícia de Nova York identificar “tendências” de aumento de criminalidade antes que virassem “ondas de criminalidade”.

Numa visita à página na internet da Polícia de Nova York, vamos ver coisas interessantes como a seção de “elementos mais procurados” com suas fotos estampadas para toda a população ver[1], além das estatísticas aqui mencionadas.

Quero chamar atenção para o fato de que não basta as forças de segurança atuarem contra a violência. A população tem que participar ativamente.Como? Denunciando. A criação e o aumento de números de disque-denúncia já foi um grande avanço, estabelecendo um canal para que a sociedade possa ajudar a polícia a capturar e trancafiar criminosos. Como dizem por aí, quando a mulher está esperando o filho, não existe “meio grávida”. Ou você está do lado do crime ou do lado do bem. Vamos denunciar mesmo. Fique atento às movimentações de sua rua. Qualquer situação suspeita comunique imediatamente à polícia.

Li nos jornais que São Paulo “produz” 500 presos por mês. Quantos não serão produzidos por aqui também?. Para se contrapor a esta situação, os Governos têm que atuar implementando ou incrementando programas voltados para os jovens, dando-lhes uma educação de qualidade, capacitação profissional, propiciando laser e tudo o mais que uma pessoa precisa nesta faixa etária.

Vamos fazer nossa parte. A polícia impõe “tolerância Zero” e nós “Vigilância 100%”.

(*) Economista – MBA – University of Saint Thomas – USA – Presidente da ONG Oportunidade.






[1] http://www.nyc.gov/html/nypd/